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A história de Jaguapitã está relacionada com a época histórica de colonização do norte do Paraná, realizada pela Companhia de Terras do Norte do Paraná, acontecendo assim a afluência de pessoas de outros estados e

imigrantes de outros países para a região. Com terras muito férteis, conhecida como "terra roxa", propícias ao cultivo de toda espécie de cereais, onde se deu inicialmente o cultivo do café. A sede do município, se deu em meados de 1.937, ano em que chegou uma caravana composta de várias famílias, em que se destacavam a de Antônio Pinto e Izaltino Rodrigues, consideradas como as fundadoras da localidade. Inicialmente foi constituído o Patrimônio denominado São José dos Bandeirantes, e no mesmo ano, foi inaugurada a primeira casa comercial de propriedade de Izaltino Rodrigues, um empório comercial de nome Casa Branca.

No ano de 1.940, foi requerida pelos moradores ao Governo Estadual a medição das glebas do Patrimônio, tendo seu nome posteriormente substituído para Colônia de São José dos Bandeirantes. A cidade cresceu pelo Decreto-lei n°. 199, de 30 de Dezembro de 1.943, foi elevada à categoria de Vila, com a denominação de Jaguapitã, sendo a nova Vila instalada no dia 1°. de Janeiro do ano seguinte (pertencendo ainda ao município de Sertanópolis), juntamente com a Agência Arrecadadora de Impostos, sendo seu primeiro titular o Sr. Silvado de Melo.

Em 1.947, foi desmembrado de Sertanópolis para se constituir um Município, criado pela Lei Estadual n°. 2, de 10 de Outubro daquele ano, em que muito se nota o empenho do Coronel Sebastião Faustino (seu primeiro prefeito, nomeado) para que isto ocorresse. O primeiro Prefeito eleito por sufrágio popular foi o Alfredo Baticiato em 7 de Novembro de 1.947.

Posteriormente, foram criados pela Lei n°. 790, de 14 de Novembro de 1.951, os municípios de Centenário do Sul, Lupionópolis e Santo Inácio; pela lei de n°. 253, de 26 de Novembro de 1.954, os de Cafeara, Guaraci e Itaguajé.

O brasão de armas foi idealizado por Reinaldo Gonçalves e desenhado por Benedito Ursi, formado por um escudo que contém em seu interior ramos de algodão do lado esquerdo e de café do lado direito, lavouras predominantes na época, traz no topo uma jaguatirica em posição de descanso, felino cuja existência era relatada pelos moradores mais antigos do município.

A primeira paróquia da cidade foi criada no dia 29 de maio de 1949, e o primeiro padre católico foi Guido Cagnoni que, desejando que a cidade crescesse para o lado mais alto, construiu uma igreja no alto da praça, denominada Praça São José dos Bandeirantes. Foi construída toda em madeira, e acabou sendo destruída num incêndio em 1961, e em seu lugar foi construída, pelos padres xaverianos, a atual igreja católica, hoje sob comando dos padres agostinianos.

O Hospital Municipal de Jaguapitã começou a ser construído em 1952 pelo prefeito Joaquim Rodrigues da Silva, e foi concluído somente em 1962 em sua segunda gestão, com recursos exclusivos do município, sem projeto e sem estar amparado na legislação. Começou a funcionar em 1962, contando apenas com três enfermeiras práticas e dois médicos, Doutor Barros e Doutor Manoel Martin, que atendiam pacientes particulares e a Prefeitura através de convênio, contava com dez leitos para pessoas carentes, cinco na enfermaria feminina e cinco na masculina. Atendia, também, pessoas de Astorga, Guaraci e Miraselva, municípios que na época não dispunham de hospital.

No mandato do prefeito Júlio Jacob, entre 1965 e 1969, o hospital ficou fechado para a Prefeitura não ter despesas com o mesmo, e depois reaberto por particulares. Neste período, foi aberto o Hospital Santa Izabel, de propriedade do Doutor Manoel Martin, com atendimento particular e pelo INPS. Em 1 de março de 1970, no mandato do prefeito Paulo Rosseto, o Hospital Municipal foi reaberto sem vínculo com a Prefeitura, tendo como médicos o Doutor José Leite e a Doutora Eulina Oliveira Gratti. O hospital, foi somente reassumido pela Prefeitura no ano de 1985 e passou a atender todas as pessoas, sem distinção, e é como vem funcionando até hoje, através do SUS - Sistema Único de Saúde.

Jaguapitã possuiu o primeiro cinema da região, chamado Cine Guairacá, que funcionou entre os anos de 1956 e 1983, sendo fechado por falta de recursos.

A primeira escola fundada em Jaguapitã foi o Grupo Escolar de Jaguapitã, em 3 de julho de 1946 e tendo como primeira diretora a Professora Maria Martineli Pereira. Em 1954 começou a funcionar o Ginásio Municipal de Jaguapitã, criado por Lei Municipal em de 12 de junho de 1953, sendo o mesmo estadualizado de 6 de junho de 1955, passando-se a chamar Ginásio Estadual de Jaguapitã. Em 14 de fevereiro de 1968, com a implantação do curso científico (2º grau), teve o nome alterado para Colégio Estadual de Jaguapitã. Em 23 de dezembro de 1968, pela Lei nº 5894, passou a chamar Colégio Estadual Dr. Waldemiro Pedroso – Ensino de 1º e 2º Graus, em funcionamento até hoje, porém apenas lecionando para o 1º grau.

Em 1957 foi criado o Curso Normal de Primeiro Ciclo. Em 12 de março de 1953, foi criada a Escola Técnica de Comércio de Jaguapitã, que passou a denominar-se Colégio Comercial Professor Francisco D’Áurea, autorizado, em 1970, a manter uma extensão no município de Guaraci. Todas estas escolas funcionavam num único prédio, o atual Colégio Estadual Dr. Nilson Ribas – Ensino de 1º e 2º Graus, constituído em 5 de fevereiro de 1980, após várias reorganizações.

Em 12 de maio de 1989, um grupo de pessoas da comunidade jaguapitãense fundou a APAE, que em 14 de novembro de 1992 recebeu o nome de Escola de Ensino Especial Professora Nilda Simioni Rodrigues.

 

 

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